[Em Cima do Lance - Por Paulo Leandro] O Vitória que eu vi...

Por Paulo Leandro


Eu vi um goleiro Douglas tranquilo. Não era final de campeonato. E o outro time teve poucas chances. A mais clara delas foi uma cabeçada da pequena área e o atacante deu de ombro. Não deu pra avaliar. Mas eu não queria mais Douglas no Vitória não. Confiei demais em Douglas. Ele não correspondeu. A diretoria podia abrir o cofre e trazer um goleirão que não trema em final. Quem sabe na Argentina, que sempre teve uma boa escola de goleiros. Não confiaria de novo em Douglas pra subir não.

Continuamos sem lateral-direito. Gabriel jogou por lá. Improvisação total. O homem é zagueirão mesmo. E quando o Vitória pegar um adversário que insista pela esquerda? Como é que a diretoria permite começar o campeonato assim capenga? Gostei de Victor Ramos, talvez porque o associe a imagem de Nicole. Deu uma virada de jogo de muita personalidade. E também um chute a gol depois de bater dois pontinhos ali na entrada da área. Achei que foi bem, mas não teve muito trabalho.

O 4 eu não gosto. Achei que a derrota em Curitiba, com aquele gol de pênalti, o segundo do Coxa, foi falha dele que cometeu o foul dentro da área. Ontem, também ele deu um grande mole. Não confio no 4. Rodrigo.

YOGA

O lateral foi Mansur, né? Também continuamos fracos pelas laterais como fomos no Campeonato Baiano. Esse menino Saci saiu, foi? Também não é solução. A diretoria precisa dar a Carpeggiani/Ricardo Silva dois bons laterais e um zagueiro. A defesa é fraca. Não é porque não tomou gol que se vai mentir. E sem querer botar gosto ruim na goleada do Nego, o Ipatinga não mete medo. É apenas um time da segunda divisão estadual de Minas. Mesmo status do Ypiranga, do Juazeirense e outros.

Rodrigo Mancha mostrou preocupação com o posicionamento da zaga. Tivesse um pra gritar assim na final do Estadual e o Vitória não teria deixado Fael e Diones sem marcação para fazer aqueles gols ridículos, muito mais generosidade do Leão que mérito tricolor. Michel saiu aplaudido. Ex-Ceará, esse aí tem jeito de titular de um time que quer subir pra elite. Dá sangue, marca direitinho sem fazer foul, toca bem a bola. Bom jogador esse Michel. A torcida não é besta.

Eduardo Ramos. Outro que verticaliza bem a jogada. Mais que Giovanne, que entrou no jogo. Eduardo pensa melhor para o conjunto e cadencia o jogo. Cadenciar é a respiração do time. Yoga também é futebol.

PARAGUAI

Tartá fez o segundo gol com muita categoria. Pode render mais. A posição é dele. O Vitória é ofensivo. São raros os times hoje que atuam com três atacantes. Este detalhe tático pode estar sobrecarregando a defesa. Pode ser que seja injusto meu comentário dos primeiros parágrafos.

Neto Baiano, sempre polêmico. O cara é artilheiro do Brasil, quer aumento. Por que as vaias? Né possível que já no primeiro jogo do Vitória em casa, tem torcedor que sai do seio de sua esposa e família, e vai pro Barradão vaiar Neto Baiano. Incrível isso!

Marquinhos, tão África. Magrinho, parece desacorrentado há poucos minutos do porto. Brincalhão, sambou na frente dos marcadores e tentou uns chutes a gol. Caíram por cima do ombro dele. Marquinhos não aguenta com contato. Mas a bola gosta dele.
Sempre que Dinei entra no time, dá seu recado. Portanto, se algum time quiser levar Neto Baiano, ou se ele e a diretoria não se entenderem em relação ao aumento, entendo que Dinei pode, sim, muito bem ser seu substituto. Sem vaia, tá?

Parece que o Vitória inovou ontem. Ricardo orientou o time do banco e Carpé ficou em cima. Ouvi na transmissão do SporTv que Carpé pode ir treinar a seleção do Paraguai. Sinceramente, deixa Ricardo pra sempre. O filme vai se repetir.



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