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Por Edinei Dantas

Centenas de crianças grandes irão fazer a festa e recepcionar o presente que receberão nesta segunda-feira 12 de outubro. Após três anos da última apresentação em Salvador, a banda carioca Los Hermanos, volta a se apresentar na capital baiana, desta vez no Wet’n Wild, a partir das 19h30.

Formada há 18 anos a Banda explodiu no Brasil com o Hit POP Ana Júlia, conquistando muitos jovens que hoje já são adultos. O primeiro CD intitulado Los Hermanos, lançado em 1999 pela gravadora Abril Music, teve canções ao estilo Jovem Guarda, misturadas a um conjunto musical influenciado pelo rock, ska e samba. O álbum emplacou também uma indicação ao Grammy de 2000.

Dois anos depois, em 2001, o grupo lançou o álbum "Bloco do Eu Sozinho", também pela Abril Music. Algumas das músicas desse álbum foram tocadas no Rock in Rio III. A banda perdera o baixista Patrick Laplan, alegando divergências musicais, o qual montou sua própria banda, Eskimo. "Bloco..." surpreendeu grande parte do público por ser um álbum (quase) sem resquícios do anterior. Ao som da banda, acrescentaram-se levadas melancólicas do Samba, da Bossa Nova e de outros ritmos latinos. A euforia do primeiro CD não se repetiu nas vendas e a banda passou a tocar em lugares menores, com a diminuição de seu público. Porém, a partir desse ponto, a banda ganhava um grande aliado em sua caminhada, justamente o público, que se mostrava cada vez mais fiel. Músicas como "Todo Carnaval tem seu Fim" (primeiro single), "A Flor", "Sentimental", entre outras, tornaram-se hits à parte do lado comercial.

Depois de algum tempo do lançamento, a crítica especializada começaria a elogiar o álbum, que ganhou notoriedade no meio após ter chegado ao conhecimento de todos a divergência que havia entre a banda e a gravadora.
O guitarrista Rodrigo Amarante passou a ter mais espaço na banda, com composições como "Retrato Pra Iaiá", "Sentimental", "Cher Antoine" e "A Flor" (essa com Marcelo Camelo).
O ano de 2003 chegava e já na BMG (atual Sony Music), os Hermanos lançaram o álbum "Ventura". Antes chamado de "Bonança", foi o primeiro disco brasileiro a "vazar" em sua fase de pré-produção. O terceiro álbum apresentava um Los Hermanos multi-facetado. De "Samba a Dois" ao pop rock de "O Vencedor" ou dos diálogos de "Conversa de Botas Batidas" e "Do Lado de Dentro", "Ventura" vinha com status do álbum que consolidaria a banda no cenário nacional. O primeiro single, "Cara Estranho", marcou boa presença nas rádios e em premiações de videoclipes. Vieram depois "O Vencedor" e "Último Romance", essa última de Rodrigo Amarante, que assinou 5 das 15 músicas do CD e passou a se destacar como compositor do cenário. A cantora Maria Rita em seu álbum homônimo, gravou três músicas de Marcelo Camelo: "Santa Chuva", "Cara Valente" e "Veja Bem Meu Bem". Os shows passaram a abrigar uma legião de fãs que passaram a ser a marca registrada da banda.
Foi na turnê de "Ventura", que foi registrado o DVD "Ao Vivo no Cine Íris", gravado no Rio de Janeiro, com um repertório predominante do CD. Foi nesta época que a banda gravou a trilha sonora do curta-metragem "Castanho", de Eduardo Valente.
Em 2005 o quarto e último CD da banda, "4". Produzido por Alexandre Kassin, que assinara os dois últimos, o álbum mostrava um conteúdo mais introspectivo e uma aproximação mais impactante com a MPB. O disco, no entanto, seria considerado "irregular" pela grande crítica. Seja no violão de "Sapato Novo" e na bossa de "Fez-se Mar", ou a predominância de um clima saudoso nas letras de Camelo e Amarante, "4" dividiu novamente o público: a banda estava em mais um novo rumo. O álbum teve como single de bastante repercussão a música "O Vento" do guitarrista Rodrigo Amarante. Seguiram-se a esse single "Condicional" e "Morena", ambas as músicas com clipes lançados ao mesmo tempo.
Em abril de 2007, a banda anunciou um recesso por tempo indeterminado nos trabalhos, alegando o acúmulo de muitos projetos pessoais ao longo de seus dez anos de carreira. Os dois vocalistas da banda lançaram, no ano de 2008, seus respectivos trabalhos durante o hiato da banda. Camelo lançou seu disco de inéditas, chamado Sou e outro depois chamado Toque Dela e Amarante se juntou a Fabrizio Moretti, baterista da novaiorquina The Strokes para lançar o projeto Little Joy. Mesmo em recesso, a banda realizou duas apresentações no festival Just a Fest, nos dias 20 e 22 de março de 2009, nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, respectivamente. Nos shows, abriu junto com a banda alemã Kraftwerk para a banda inglesa Radiohead. Nestas apresentações, a banda tocou pela primeira vez em um show a música 'Cher Antoine', de seu segundo álbum, Bloco do Eu Sozinho.
Em 2012 a Banda voltou com turnê pelo Nordeste em comemoração aos 15 anos de fundação. O jornalista Edinei Dantas esteve nos dois shows em Salvador, na Concha Acústica. Eu fui no primeiro show curtir, mas tive a sorte de no segundo ter sido escalado pela polícia militar.
Em 05 de dezembro de 2014, a banda anuncia dois shows em mais uma reunião dos membros. As apresentações foram marcadas para os dias 30 e 31 de outubro de 2015 em comemoração ao aniversário de 450 anos da cidade do Rio de Janeiro. Vejam o comunicado:
“É com imensa alegria que confirmamos que o Los Hermanos é uma das atrações das comemorações oficiais do aniversário de 450 anos do Rio de Janeiro. O anúncio oficial foi feito hoje pela Prefeitura do Rio e os shows vão acontecer nos dias 30 e 31 de outubro de 2015 no Jockey Club Brasileiro. Em breve anunciaremos aqui todas as informações sobre venda de ingressos. Até outubro!”
Porém, a pedido dos fãs, a banda teve que remontar a agenda para uma nova turnê pelo Brasil e a cada confirmação uma enxurrada de postagens comemorativas dos fãs das cidades contempladas e clamores nas cidades preteridas. Assim a turnê se iniciou no primeiro final de outubro com shows em Belém e Recife, quando multidões cantaram em uma só voz os diversos sucessos da Banda. Neste link você pode assistir os vídeos do show feito em Recife no Dia 03: http://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2015/10/04/los-hermanos-inicia-turne-com-shows-em-belem-e-recife-videos/. Na capital Pernambucana, que teve os ingressos esgotados, foram tocadas: O vencedor, Retrato pra Iaiá, Além do que se vê, Todo carnaval tem seu fim, O vento, cadê teu suín-?, Do sétimo andar, Samba a Dois, Cara estranho, Pois é, Morena, Um par, O velho e o moço, A outra, Paquetá, Sentimental, Primeiro andar, Tenha dó, Descoberta, Deixa o verão, De onde vem a calma, Conversa de botas batidas, Último romance, A flor, Adeus você, Anna Júlia, Quem sabe, Pierrot.

Já neste final de semana a Banda tocou em Fortaleza na sexta (09), e em Brasília, ontem. O Site R7 de Fortaleza usou na manchete da matéria: Em clima de “Sofrência”, Los Hermanos arrebatam fãs em show em Fortaleza após hiato:

 

Fãs famintos e um repertório recheado de hits. Foi assim que os barbudos dos Los Hermanos, após longo hiato, arrebataram o seu público Fortaleza, nesta sexta-feira (09/10), no terceiro show da turnê comemorativa da banda. A banda carioca que já havia se apresentado em Belém (02/10) e Recife (03/10), fez um show com quase 30 músicas no repertório e conseguiu pinçar os principais sucessos – inclusive, “Anna Júlia” – dos quatro discos da banda: Los Hermanos (1999), Bloco do Eu Sozinho (2001), Ventura (2003) e 4 (2005).

Às 23h30 a banda subiu ao palco, no Centro de Eventos de Fortaleza, e com o público aos gritos, abriu o show com “Vencedor”, hit do disco Ventura, seguido de “Retrato pra Iaiá” do disco Bloco do Eu Sozinho, e a música “Além do que se vê”, também do Ventura. Foi o suficiente para perceber que os fãs estavam em uma verdadeira comunhão, que beiram adoração a cada verso cantado por Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante.

Daí em diante o show mesclou músicas das duas fases da banda, do início da carreira com uma pegada ska e hardcore, e a segunda, iniciada com o Bloco do Eu Sozinho, onde as influências já eram bem diferentes, como marchinhas, samba e MPB. Destaque para “Todo Carnaval Tem Seu Fim”, “Samba a Dois” e “Morena”. Além delas, “Cara Estranho” e “O Vento” também foram cantadas de cabo a rabo em bom “nordestinês”.

Em uma rápida pausa, Amarante pergunta se o público está bem e logo em seguida mandou bala com mais música. É a vez de uma das canções mais festejada pelos fãs: “Sentimental”. Foi aquele momento em que se olhava para o lado e via casais apaixonados se beijando e os que não estavam, fechavam os olhos e cantando forte cada palavra da música, como se fosse um grito ou até mesmo um desabafo. A “sofrência” foi tamanha, que não era muito difícil encontrar fãs às lágrimas. Que Pablo, que nada! Os verdadeiros reis da “sofrência” são os Los Hermanos.
Mas antes de “Sentimental”, houve uma cena divertida. As projeções nos telões do palco deram erro. O que mostrou que até o Windows XP dos caras também pode dar um probleminha técnico. Marcelo Camelo tirou onda com a situação, e disse que os técnicos estavam ali pra isso mesmo. Segue o show!
Já se encaminhando para o final do show antes do bis, “Último Romance” e “A Flor” também enlouqueceram os mais 10 mil presentes no local, onde o Front Stage estava tão lotado, que parecia mais uma pista. Prova que mesmo depois de tanto tempo parados, apesar de ter projetos paralelos, a banda consegue se perpetuar como uma das bandas mais influentes e relevantes do rock nacional dos últimos anos.
Era chegada a hora do bis. O tempo em que a banda tomava um fôlego, os fãs gritavam para os barbudos voltarem. Minutos depois, lá estavam eles de volta para alegria geral de quem estava no show para tocarem “Adeus Você” e “Anna Júlia”, isso mesmo! Depois de muito tempo fora do repertório da banda, ela voltou! Parece que a música que fez a banda estourar no país não é mais rejeitada, e sim, um símbolo importante da sua carreira.
Já em êxtase, o público também foi à loucura com as duas últimas músicas do set list: “Quem Sabe” e “Pierrot”, assim como “Anna Júlia”, hits do primeiro disco da banda. Pronto! Todos saíram satisfeitos de um show que resume bem a história da banda. Com ótima produção de cenário e visual, o show comemorativo é uma ótima pedida para quem estava em abstinência de ver ao vivo os barbudos mais queridos do Brasil. Com polêmicas e teorias da conspiração de que a banda estaria capitalizando mais com turnês após um longo hiato, eles fizeram o seu papel e o público sem sobra de dúvida saiu mais que satisfeito. É perceptível que a banda já não tem a mesma “pegada” de outros tempos, que se explica pelo longo tempo separados e da tentativa de um reencontro do entrosamento, que foi marca registrada na melhor fase da banda.
Finalizou a matéria!

Amanhã é a vez de Salvador (12), em seguida Curitiba (16), Porto Alegre no dia 17 e BH no dia 23. Com ingressos esgotados para o show do dia 24 em São Paulo, a Banda já programou uma extra para o dia 25. No Rio de Janeiro, nos dias 30, 31 de outubro e 1º novembro, os ingressos também já estão esgotados. Porém os irmãos já confirmaram um show extra para o dia 02.



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