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Por Edinei Dantas

Nesta semana eu ganhei mais um motivo para acreditar que o Aedes Aegypti, de vulgo Mosquito da Dengue, é um ser produzido no Laboratório do Quinto dos Infernos, pelo Dr. Satanás.

Inicialmente transmissor da dengue, esta peste foi se especializando e passou a causar a síndrome de Guillain-Barré, Chikogunya e até Microcefalia. Neste início de ano já se cogita que este filho do iníquio pode colher o vírus da Febre Amarela nos macacos e transmitir para o ser humano.

 

Porém, o que me motivou a fazer esse post, foi descobrir que este mosquito dos infernos também é responsável por uma grave doença nos CACHORROS. Graças a Deus não há registros em Salvador, ainda, mas já há casos no Rio de Janeiro.

 

No cartaz de uma clínica veterinária eu vi um coração cheio de verme, alertando para uma doença conhecida como verme do coração, que chama-se dirofilariose canina.

 

O veterinário André Luís Soares da Fonseca, professor na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), explica que "o Aedes aegypti prefere sangue humano, mas também ataca cães" – momento em que o parasita dilofilaria immitis entra no corpo do animal e passa a se desenvolver em seu coração, podendo atingir até 20 centímetros de comprimento.

 

“É um verme que fica em forma de novelo. O animal infectado chega a abrigar no coração dez larvas ou até mais”, alerta Rodrigo Monteiro, professor do curso de Medicina Veterinária na Universidade Anhanguera. “O parasita se alimenta dos componentes do sangue, nutrientes e proteínas do animal."

 

O tratamento, diz Monteiro, é de alto risco, já que o medicamento atualmente disponível mata o verme, mas, por se hospedar nas artérias do coração e até do pulmão, se fragmenta e pode entupir algum capilar do órgão respiratório, causando a embolia pulmonar e levando à morte. Sem ele, no entanto, o animal está fadado a morrer, pois o verme continua a crescer e se desenvolver dentro do coração.

 

Proteger o cão é a melhor maneira de evitar a doença
Monteiro explica que há um medicamento vermífugo que pode ser oferecido mensalmente aos cães que vivem em áreas endêmicas da dirofilariose, mas que ele só vale como método preventivo, quando a infecção pela larva ainda é recente. “Se o cão for picado pelo mosquito infectado, assim que essa larva cair no sangue, automaticamente ele vai morrer”, conta Ribeiro. Ele enfatiza que o medicamento, receitado por médicos-veterinários, é seguro e que há cães tomando-o mensalmente há mais de dez anos, sem registro de efeitos colaterais.

Outra forma de prevenir, segundo Fonseca, da UFMS, é passar um inseticida canino nos pelos dos cães, cuja eficácia contra o Aedes aegypti é de 98%, com durabilidade da proteção de 30 dias.

A incidência da dirofilariose canina varia de região a região. O litoral norte de São Paulo, o interior do Estado e o Nordeste do País, por exemplo, são algumas áreas com maior número de casos em território nacional.

Eliminar criadouros do Aedes aegypti é a forma ideal de impedir que o mosquito nasça e cause danos aos animais e humanos.

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